Economia
Boa noite, folks!
E como estudar Economia sempre há de servir para alguma coisa, vamos a umas questões da última prova do IRBR, aplicada agora em 2013, pela Cespe:
61) Com relação ao conceito de meios de pagamento (M1), que corresponde ao estoque de moeda disponível para uso da coletividade, assinale a opção correta.
A) O resgate de um empréstimo bancário representa a destruição de moeda. (CERTO)
D) As emissões de papel moeda pelo Tesouro Nacional são instrumentos de política monetária à disposição do Ministério da Fazenda.
E) O valor do multiplicador da base monetária varia na razão inversa da taxa de reservas dos bancos comerciais e na razão direta da taxa de retenção da moeda pelo público.
62) O objetivo da contabilidade nacional é analisar a evolução dos indicadores da economia de um país como um todo. A esse respeito, assinale a opção correta.
A) O produto nacional bruto é obtido pelo somatório do produto interno bruto com a renda recebida do exterior, descontadas as exportações.
B) O índice da carga tributária corresponde ao total da arrecadação fiscal do Ministério da Fazenda em relação à renda nacional bruta.
C) A acumulação de capital é sempre positiva, pois a depreciação de um ativo fixo não pode ser maior que o valor do próprio ativo fixo.
D) No cálculo da poupança externa, não se incluem aumentos ou diminuições das reservas cambiais do país. (CERTO)
mas também os investimentos em imóveis e a variação dos estoques tanto de produtos acabados quanto intermediários. (ERRADO)
63) Acerca das teorias de comércio internacional e do sistema multilateral de comércio, julgue (C ou E) os itens a seguir.
1) (E) Acordos comerciais regionais são incompatíveis com as normas multilaterais, a menos que a liberalização neles prevista abranja a totalidade do universo tarifário.
2) (E) Não existem regras multilaterais aplicáveis a investimentos.
4) (C) As teorias clássicas do comércio internacional baseiam-se na produtividade relativa da mão de obra, e a teoria neoclássica do comércio internacional, na diferença relativa de dotação dos fatores de produção.
65) Supondo que o governo adote um novo imposto específico sobre a venda de um bem em um mercado de concorrência perfeita e considerando a distribuição da incidência tributária entre vendedores e consumidores, julgue (C ou E) os itens a seguir.
1) (C) Quanto menor for a elasticidade-preço da demanda, maior será a incidência do tributo para os consumidores.
Ex. de baixa elasticidade-preço da demanda: ovos
toda incidência do novo imposto, o que aumentará o preço do bem.
4) (E) Se a elasticidade-preço da demanda for infinita, os vendedores abandonarão o mercado.
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Para terminar, uma última questãozinha do concurso para Analista de Regulação - Advogado, da ARCE, organizado pela FCC no ano passado...
1) Sinais de mercado como o oferecimento de garantias contra defeitos de fabricação são instrumentos utilizados pelos fabricantes para eliminar a falha de mercado denominada
(A) confiabilidade invertida.
(B) ausência de incentivos.
(C) seleção adversa. (CERTO)
Até loguinho! ;)
E como estudar Economia sempre há de servir para alguma coisa, vamos a umas questões da última prova do IRBR, aplicada agora em 2013, pela Cespe:
61) Com relação ao conceito de meios de pagamento (M1), que corresponde ao estoque de moeda disponível para uso da coletividade, assinale a opção correta.
A) O resgate de um empréstimo bancário representa a destruição de moeda. (CERTO)
- Tecnicamente, consideram-se meios de pgto. (M1) todos os haveres possuídos pelo público não-bancário e que podem ser utilizados a qualquer momento para a liquidação de qualquer dívida em moeda nacional. Ou seja, são haveres que possuem liquidez absoluta e imediata.
- M1 = PMP + DVbc (papel moeda em poder do público + depósito à vista)
- Dependendo da natureza da operação, o total de ativos monetários da economia - isto é, os meios de pgto. (M1) - poderá se reduzir ou aumentar. Se o resultado for um aumento dos meios de pgto., tem-se aí uma criação de moeda; se ocorrer uma redução nos meios de pgto., tem-se aí uma destruição de moeda. Então, o que se tem que verificar, após a operação bancária, é se o total de meios de pgto. se alterou para mais ou para menos.
- Para um melhor entendimento, é interessante conhecer 2 conceitos: 1º) o conceito de haver monetário; 2º) o de haver não-monetário.
- Haver ou ativo monetário corresponde a um dos componentes dos meios de pgto. (M1), ou seja, ou é o papel-moeda em poder do público ou é o depósito à vista. Já haver não-monetário é todo ativo possuído pelo público que não seja meio de pgto. (M1), como, p. ex., ações, promissórias, títulos do governo, carro, lote, imóveis, etc.
- Sendo assim, no processo de criação de moeda, o público entrega ao setor bancário um "haver não-monetário" (p. ex., uma promissória) e recebe um "haver monetário" (p. ex., um empréstimo traduzido num depósito à vista). No caso de destruição de moeda, o público entrega ao banco um ativo monetário (digamos, dinheiro em espécie) e recebe um ativo não-monetário (a quitação do empréstimo).
- OBS.: A criação ou destruição de moeda só ocorre se, da operação entre o público e o banco, resultar uma alteração do total de meios de pgto. do público. Isto significa dizer que, se um indivíduo paga sua conta de luz com um cheque de sua conta corrente não haverá nem criação nem destruição de moeda, pois a queda de seus depósitos à vista é compensada pelo aumento dos depósitos da cia. de eletricidade - que também é público. Da mesma forma, se um correntista vai ao banco e saca de sua conta corrente, com um cheque seu, nada ocorre, de forma que ele trocou um ativo monetário (depósito à vista) por outro (dinheiro em espécie). Mas, claro, se ele saca de sua conta de poupança, há criação de meios de pgto., pois os depósitos de poupança são considerados haveres não-monetários. (Fonte de pesquisa: netpdf.blogspot.com)
- Em processos inflacionários intensos normalmente ocorre a chamada desmonetização da economia, isto é, diminui a qtde. de moeda sobre o total de ativos financeiros, em decorrência do fato de as pessoas procurarem defender-se da inflação com aplicações financeiras que rendem juros.
- Aumenta, pois, o volume de moeda bancária sobre o volume de moeda em poder do público (PMP). Conforme a equação M1/M4. O que torna a assertiva correta.
- Para Vasconcellos, contudo, moeda bancária são os Depósitos à vista - DVbc. Segundo o raciocínio dele, pois, a questão estaria errada, porque se referiria à razão PMP/DVbc, que não diminui nem aumenta em decorrência de processos inflacionários. Isso porque ele não considera M2, M3 e M4 como moeda, mas sim como quase-moeda, o que é outra coisa. Sendo assim, por haver essa divergência, a assertiva A não deixa de estar "mais certa".
- Esclarecendo:
- M1 = PMP + DVbc
- M2 = M1 + FAF + títulos públicos (federais, estaduais e municipais) em poder do público
- M3 = M2 + depósitos de poupança
- M4 = M3 + títulos privados (depósitos a prazo, letras hipotecárias e letras de câmbio)
D) As emissões de papel moeda pelo Tesouro Nacional são instrumentos de política monetária à disposição do Ministério da Fazenda.
E) O valor do multiplicador da base monetária varia na razão inversa da taxa de reservas dos bancos comerciais e na razão direta da taxa de retenção da moeda pelo público.
62) O objetivo da contabilidade nacional é analisar a evolução dos indicadores da economia de um país como um todo. A esse respeito, assinale a opção correta.
A) O produto nacional bruto é obtido pelo somatório do produto interno bruto com a renda recebida do exterior, descontadas as exportações.
B) O índice da carga tributária corresponde ao total da arrecadação fiscal do Ministério da Fazenda em relação à renda nacional bruta.
C) A acumulação de capital é sempre positiva, pois a depreciação de um ativo fixo não pode ser maior que o valor do próprio ativo fixo.
D) No cálculo da poupança externa, não se incluem aumentos ou diminuições das reservas cambiais do país. (CERTO)
- Poupança externa -> os recursos que o país terá que obter do resto do mundo para financiar o excesso de importações sobre as importações.
- "Formação bruta de capital fixo" é um indicador que mede o quanto as empresas aumentaram os seus bens de capital, ou seja, aqueles bens que servem para produzir outros bens. São basicamente máquinas, equipamentos e material de construção. Ele é importante porque indica se a capacidade de produção do país está crescendo e também se os empresários estão confiantes no futuro. (Fonte de pesquisa: Ipea)
63) Acerca das teorias de comércio internacional e do sistema multilateral de comércio, julgue (C ou E) os itens a seguir.
1) (E) Acordos comerciais regionais são incompatíveis com as normas multilaterais, a menos que a liberalização neles prevista abranja a totalidade do universo tarifário.
2) (E) Não existem regras multilaterais aplicáveis a investimentos.
- De fato, não há um amplo acordo multilateral sobre investimentos, mas esse tema já foi tratado de forma tangencial em outros Acordos. Principalmente no Acordo sobre Medidas de Investimento relacionadas ao Comércio (TRIMs) e o Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços (GATS). Subsidiariamente, podem ser citados o Acordo sobre Aspectos de Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados com o Comércio (TRIPs) e o Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias (ASMC).
- Dada esta situação, na Conferência Ministerial de Cingapura, em 1996, decidiu-se criar o WGTI que vem, desde então, realizando discussões acerca de temas relacionados com a interseção comércio/investimentos. Importa esclarecer, contudo, que o WGTI não tem mandato para negociar os termos de um acordo multilateral sobre investimentos, mas somente para levar adiante discussões sobre os temas que lhe são apontados. (Fonte de pesquisa: "De Doha a Cancún: As Discussões Acerca de Regras Multilaterais sobre Investimentos na OMC e os Interesses Brasileiros", Paula Christine Schlee)
4) (C) As teorias clássicas do comércio internacional baseiam-se na produtividade relativa da mão de obra, e a teoria neoclássica do comércio internacional, na diferença relativa de dotação dos fatores de produção.
65) Supondo que o governo adote um novo imposto específico sobre a venda de um bem em um mercado de concorrência perfeita e considerando a distribuição da incidência tributária entre vendedores e consumidores, julgue (C ou E) os itens a seguir.
1) (C) Quanto menor for a elasticidade-preço da demanda, maior será a incidência do tributo para os consumidores.
- Elasticidade-preço da demanda -> uma medida do quanto a qtde. demandada de um bem reage a uma mudança no preço do bem em questão, calculada como a variação percentual da qtde. demandada dividida pela variação percentual do preço.
Ex. de baixa elasticidade-preço da demanda: ovos
- Sendo assim, os casos de baixa elasticidade-preço da demanda coincidirão com os produtos mais essenciais para as pessoas, os quais não é muito interessante tributar.
- Compradores e vendedores dividem o ônus do imposto. Como o preço de mercado aumenta, os compradores pagam mais em relação ao que pagavam antes de o imposto ter sido aprovado. Os vendedores recebem um preço mais elevado do que recebiam antes da cobrança do imposto, mas o preço efetivo (após o pgto. do imposto) cai.
(Fonte de pesquisa: Introdução à Economia, N. Gregory Mankiw, ed. Thomson, 2005)
4) (E) Se a elasticidade-preço da demanda for infinita, os vendedores abandonarão o mercado.
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Para terminar, uma última questãozinha do concurso para Analista de Regulação - Advogado, da ARCE, organizado pela FCC no ano passado...
1) Sinais de mercado como o oferecimento de garantias contra defeitos de fabricação são instrumentos utilizados pelos fabricantes para eliminar a falha de mercado denominada
(A) confiabilidade invertida.
(B) ausência de incentivos.
(C) seleção adversa. (CERTO)
- Seleção adversa é um fenômeno de informação assimétrica que ocorre quando os compradores "selecionam" de maneira incorreta determinados bens e serviços no mercado.
- Para esses casos, as garantias contra defeitos são instrumentos eficazes para combater essas falhas. (Fonte de pesquisa: Wikipédia)
- O moral hazard, em português risco moral, é um conceito presente em qualquer acordo entre duas (ou mais) partes, que corresponde à alteração do comportamento por uma (ou mais) das partes, de forma contrária ao que seria de esperar no acordo conseguido e no sentido de obter uma vantagem/benefício.
- A crise financeira que rebentou em 2008 teve como causa, essencialmente, o risco moral. Na medida em que quem concedia crédito, apesar de esperar que fosse diligente e cuidadoso quanto à sua atribuição, acabava por não o ser pois o risco de o conceder estava coberto pelo tomador desse crédito. Ou seja, quem concedia crédito, como não fica responsável pelo seu não cumprimento, tinha tendência a agir contrariamente ao comportamento diligente que dele era esperado na concessão do mesmo, pois obtinha um maior benéfico em conceder crédito mesmo a quem não tinha condições para o obter.
- Para os casos de moral hazard, portanto, a garantia contra defeitos de fabricação não será o instrumento adequado para remediar seus efeitos. (Fonte de pesquisa: Thinkfn)
Até loguinho! ;)




Show de bola.
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